quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Brasileiros rejeitam em maioria esmagadora agenda abortista e homossexualista do partido do governo

 

Matthew Cullinan Hoffman
BRASIL, 7 de dezembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — A população do Brasil rejeita de forma esmagadora a agenda homossexualista e abortista do partido do governo, de acordo com um recente estudo conduzido pela agência de pesquisas de opinião pública Vox Populi.
A pesquisa de opinião pública revelou que 82% dos brasileiros desejam manter o aborto como crime, e 72% são contra sua despenalização. As diferenças religiosas só mudaram no último item de resultado marginalmente, com 75% dos evangélicos, 73% dos católicos e 69% das outras religiões se opondo à descriminalização.
Além disso, sessenta por cento dos brasileiros são contra a criação de “uniões civis” homossexuais, enquanto só 35% são a favor.

A pesquisa indica que os evangélicos do Brasil estão tendo mais sucesso do que os católicos em comunicar a condenação de suas igrejas às uniões homossexuais. Embora apenas 19% dos evangélicos tivessem apoiado tais uniões, 37% dos católicos praticantes as apoiaram.
Até mesmo uma maioria de brasileiros não religiosos, 56%, se opõe às “uniões civis” homossexuais de acordo com a pesquisa. Contudo, membros de religiões não cristãs, que geralmente estão ligados às religiões afro-brasileiras, têm a maior probabilidade de apoiar as uniões civis, com 59% a favor.

Os resultados são uma bofetada na cara do partido socialista governista PT e seus aliados no Congresso Nacional, os quais têm feito todo o possível para eliminar as penalidades criminais para o aborto e promover direitos especiais para os homossexuais. Livros, programas de televisão e outras formas de expressão que condenam a conduta homossexual estão sujeitos a multas e outras penalidades no Brasil, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem tentando aprovar uma lei para tornar crime a “homofobia”.

Nas recentes eleições do Brasil, a presidenta eleita Dilma Rousseff foi forçada a fazer uma promessa escrita de não promover uma agenda abortista ou homossexualista se eleita, depois de ver seus números nas pesquisas de opinião pública caírem em face de críticas em massa às posições que ela havia declarado no passado sobre essas questões.
As estatísticas também minam a imagem do Brasil como uma sociedade sexualmente libertina, uma ideia popularizada pelos excessos das celebrações realizadas em suas grandes cidades no Carnaval, período imediatamente antes da estação de penitências da Quaresma. O Brasil tem também sido o local das maiores paradas homossexuais do mundo em anos recentes, as quais têm sido parcialmente financiadas e promovidas pelo governo federal.

Além dos resultados sobre o aborto e a homossexualidade, a pesquisa indicou que uma grande maioria dos brasileiros, 87%, também se opõe à descriminalização das drogas ilegais.

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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

José Serra, Dilma e os Valores Cristãos - Parte I

 

José Serra

Fé e origem política – Católico desde a infância, o paulista de ascendência italiana e doutor em Economia José Serra, 68 anos, começou sua militância política na Ação Popular (AP), mais conhecida como “esquerda cristã”, um movimento político nascido em junho de 1962 a partir de um congresso de jovens católicos em Belo Horizonte reunindo a Juventude Universitária Católica (JUC) e outras agremiações da chamada Ação Católica. Quando a AP aderiu à guerrilha, Serra, que havia sido eleito presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) com o apoio da AP, reprovou a medida de seus colegas.

Durante a Ditadura Militar, foi exilado na Bolívia, França, Chile, Itália e EUA. Durante o exílio, Serra foi abandonando aos poucos a ideologia socialista para aderir definitivamente à chamada social-democracia contemporânea, mais conhecida hoje como “Terceira Via”, uma espécie de “esquerda light” que nega a luta de classes, rompe com qualquer proposta de substituir o sistema capitalista por outro (nem mesmo paulatinamente), porém ainda procurando mesclar alguns pontos do socialismo com o capitalismo, defendendo alguma intervenção do Estado tanto na economia como na vida das pessoas. Popularmente, essa corrente política é denominada também de “política de centro”, embora historicamente essa designação tenha sido usada no Brasil mais para se referir à política do PMDB. A social-democracia se personificou no Brasil, de fato, no PSDB, ao qual Serra é filiado desde a sua fundação.

Aborto – Historicamente, Serra sempre se posicionou contra a legalização do aborto no Brasil, posição que mantém até hoje. Em relação ao tema aborto, pesa contra ele apenas um episódio de 1998, quando congressistas pró-aborto pressionaram o então ministro da Saúde José Serra para que editasse uma Norma Técnica dispondo sobre a excepcionalidade da prática de abortos no Sistema Único de Saúde (SUS) do governo federal em casos de crianças de até 20 semanas (cinco meses) concebidas por meio de estupro. Como a legislação brasileira permite o aborto em casos de estupro (artigo 128 do Código Penal), Serra cedeu e editou a tal Norma, que fez com que o SUS praticas-se pela primeira vez abortos.

É importante lembrar, porém, que Serra publicou a referida Norma Técnica estabelecendo que, para que o SUS aceitasse realizar abortos no caso de estupro, era preciso (1) cópia do Boletim de Ocorrência Policial comprovando o estupro e também (2) informar à mulher – ou a seu representante legal de que ela seria responsabilizada criminalmente caso as declarações constantes no Boletim de Ocorrência Policial fossem falsas. Ademais, ainda naquela época, Serra fez questão de deixar claro que era contra mudar a legislação brasileira a respeito do aborto.

Curiosamente, foi exatamente o primeiro ministro da Saúde do governo Lula, Humberto Costa, do PT, quem baixou em 2004 nova Norma Técnica dispensando a exigência do Boletim de Ocorrência. Dizia a Norma emitida pelo petista: “O Código Penal não exige qualquer documento para a prática do abortamento nesses casos e a mulher violentada sexualmente não tem o dever legal de noticiar o fato à polícia. Deve-se orientá-la a tomar as providências policiais e judiciais cabíveis, mas, caso ela não o faça, não lhe pode ser negado o abortamento”. Com essa decisão do governo Lula, diferentemente do que estabelecia a Norma emitida por Serra, qualquer pessoa poderia simplesmente dizer que sua gravidez era decorrente de estupro, mesmo sem precisar provar, e, assim, praticar aborto via SUS.

Na atual campanha, o candidato do PSDB enfatizou outra vez, e mais de uma vez, ser contra o aborto. Em maio, em entrevista ao apresentador Carlos Massa (“Ratinho”) do SBT, disse: “Não apoiarei nenhuma iniciativa para mexer na legislação sobre o aborto”. Em julho, em entrevista à TV Brasil, afirmou: “No que depender da iniciativa do Executivo, a lei atual [sobre o aborto] ficará como está”. Ainda em julho, na sabatina de presidenciáveis promovida pelo jornal Folha de
São Paulo e o portal de notícias UOL, Serra asseverou: “Considero o aborto uma coisa terrível. (...) Isso [a legalização do aborto] liberaria uma verdadeira carnificina”. E em 6 de outubro, enfatizou: “Eu nunca disse que o MST me agrada, porque não me agrada. Eu nunca disse que era a favor do aborto, porque eu sou contra. Tem amigos que me acham atrasado. Eu tenho minhas razões íntimas, pessoais, de história, para ter essa convicção. Errado é querer enrolar. Chegou-se ao máximo de estampar em primeira página que o PT ia tirar o aborto do programa. O que não tem direito é uma campanha presidencial enrolar. No fundo, é desrespeitar pessoas, os cidadãos. Essa decepção comigo não existirá”.

União civil homossexual – É a favor, mas posiciona-se claramente contra as igrejas serem forçadas pelo Estado a aceitarem realizar “casamentos” homossexuais. Em 1 de maio deste ano, falando no evento dos Gideões Missionários da Última Hora, promovido pela Assembleia de Deus em Camboriu (SC), Serra afirmou que “o Estado não deve legislar sobre casamentos entre pessoas do mesmo sexo em cerimônias religiosas”, pois “essa é uma questão de cada igreja. Cada uma tem liberdade e autonomia para decidir a esse respeito. Seria uma intrusão dizer que tal igreja tem que fazer isso ou aquilo”. E em entrevista à estatal TV Brasil, em julho, Serra reafirmou sua posição contra qualquer imposição do Estado para que igrejas sejam forçadas a realizar “casamentos” entre pessoas do mesmo sexo, destacando que isso seria ferir a liberdade religiosa no país: “É um assunto em que o Estado não entra, é problema das pessoas. Cada crença tem a sua orientação. Se uma igreja não quer casar, mesmo havendo a união civil, a igreja não pode ser obrigada a isso”.

Legalização das drogas – É totalmente contra. Em entrevista à TV Bandeirantes em Belo Horizonte, em 28 de julho, Serra asseverou que não aceita nem mesmo a legalização da maconha, dita pelos liberais como “inofensiva”: “Sou contra [a legalização das drogas], daria uma confusão. Nem mesmo na Holanda, um país arrumadíssimo, a legalização da maconha deu certo. A maconha é um passo para outras drogas. Defendo uma política de combate às drogas baseada em repressão, educação nas escolas e tratamento”.

FONTE:
Jornal Mensageiro da Paz - Órgão Oficial das Assembleias de Deus no Brasil
Edição 1.506 - Novembro - 2010
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus

José Serra, Dilma e os Valores Cristãos - Parte II

 

Dilma Rousseff

Fé e origem política – A mineira de ascendência búlgara Dilma Rousseff, 62 anos, bacharel em Economia, é atéia desde a sua juventude de guerrilheira comunista. Ela foi líder nos grupos guerrilheiros Colina e VAR-Palmares, que mataram dezenas de pessoas. Com o fim do Regime Militar, deixou a guerrilha. É uma das fundadoras do PDT e desde 2001 é filiada ao PT. Quase sempre seu nome aparece ligado à ala radical do partido. Pesam contra Dilma o fato de que o conteúdo do Plano Nacional de Direitos Humanos 3, publicado em 21 de dezembro de 2009 e redigido na Casa Civil sob sua gestão, bem como texto original de seu Programa de Governo entregue em julho ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), trazem terríveis propostas da ala radical do PT. Após críticas, os dois textos sofreram alterações.
Estrategicamente, Dilma deixou de assumir seu ateísmo durante a campanha. Em sabatina promovida pelo jornal Folha de São Paulo em 2007, havia reafirmado ser cética em relação à existência de Deus. Em entrevista à revista Marie Clarie em 2009, disse que, apesar de ter sido batizada na Igreja Católica, não praticava religião. Porém, desde maio deste ano, Dilma passou a se apresentar como religiosa, católica, cristã e seguidora da Virgem Maria, mesmo sem ter passado por alguma conversão religiosa conhecida.
Aborto – É a favor da legalização do aborto. Em sabatina à Folha de São Paulo em 2007, afirmou Dilma: “Tem de haver a descriminalização do aborto. Hoje, no Brasil, é um absurdo que não haja a descriminalização”. Em entrevista à revista Marie Claire, edição de abril de 2009, asseverou: “Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização”.
Em 7 de maio deste ano, em entrevista dada ao “Encontro de Editores 2010”, promovido pela revista Istoé, afirmou Dilma: “O aborto, do ponto de vista de um governo, não é questão de foro íntimo, é uma questão necessariamente de saúde pública. Tem que ser seriamente conduzido dessa forma. (...) Sou a favor de atendimento público para quem estiver em condições de fazer o aborto ou querendo fazer o aborto”.

Seis dias depois, em entrevista ao sair de uma missa em São Paulo, Dilma disse sobre a legalização do aborto: “Não é uma questão se eu sou contra ou a favor, é o que eu acho que tem que ser feito. Não acho que ninguém quer arrancar um dente, e ninguém tampouco quer tirar a vida de dentro de si” – comparando o aborto a arrancar um dente.

O deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à Presidência, foi um dos líderes pró-aborto no Congresso Nacional. Em julho de 2008, quando orientava a votação dos colegas de partido sobre o projeto de lei para legalizar o aborto, afirmou: “Nossa posição é muito clara: na linha favorável à descriminalização do aborto”.
União civil homossexual – É a favor. Quanto à imposição do Estado para que as igrejas aceitem realizar “casamentos” homossexuais, Dilma não falou até agora nada a respeito.

Legalização de drogas – É contra a legalização de drogas, mas apenas “dentro do quadro que temos hoje no Brasil”. Ou seja, é contra, mas não descarta a possibilidade de, no futuro, sob outras condições, o tema ser discutido. Sobre o tema, declarou em entrevista à TV Brasil: “Não podemos falar em processo de descriminalização de droga nenhuma enquanto tivermos o quadro que temos hoje no Brasil”.

FONTE:
Jornal Mensageiro da Paz - Órgão Oficial das Assembleias de Deus no Brasil
Edição 1.506 - Novembro - 2010
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

HISTÓRICO DAS LUTAS INCRÍVEIS DO PT



1985 - O PT é contra a eleição de Tancredo Neves e expulsa os deputados que votaram nele ( Beth Mendes, Airton Soares entre outros).

1988 - O PT vota contra a Nova Constituição que mudou o rumo do Brasil.
Anos depois, se arrepende, e diz que a Constituição foi mesmo um marco significativo para o país!

1989 - O PT defende o não pagamento da dívida brasileira, o que transformaria o Brasil num caloteiro mundial e fecharia o mercado de
financiamento do desenvolvimento (vide Argentina hoje em dia, comparado com o prestígio do Brasil).

1993 - Itamar Franco convoca todos os partidos para um governo de coalizão pelo bem do país.
O PT foi contra e não participou...

1994 - O PT vota contra o Plano Real e diz que a medida é eleitoreira.

1995- O PT abre guerra contra o PROER; programa que salvou o Sistema Financeiro Brasileiro propiciando a capacidade de reação que a economia brasileira hoje demonstra.
(os EUA tiveram que adotar programa semelhante agora em 2009/2010, enquanto o PT se vangloria de algo contra o que se opôs no passado recente).

1996 - O PT vota contra a reeleição!
Hoje, defende.

1998 - O PT vota contra a privatização da telefonia, medida que hoje nos permite ter acesso a internet e mais de 150 milhões de linhas telefônicas.

1999 - O PT vota contra a adoção do câmbio flutuante.
(O câmbio flutuante foi uma das medidas mais acertadas, para que a nossa economia não quebrasse na crise de 2000)

1999 - O PT vota contra a adoção das metas de inflação.
(Essa, nem precisa comentar...)

2000 - O PT luta ferozmente contra a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal, que obriga os governantes a gastarem apenas (apenas???) o que arrecadarem, ou seja, o óbvio que não era feito no Brasil.
(Até hoje o PT é contra a LRF, pois gosta de "farrear" com o dinheiro dos outros. Vide o escândalo dos "cartões corporativos". Criados e adorados pelo governo Lula da Silva)

2001 - O PT vota contra a criação dos programas sociais no governo Fernando Henrique:
Bolsa Escola, Vale Alimentação, Vale Gás, PETI e outras bolsas são classificadas como esmolas eleitoreiras e insuficientes.

Agora, vamos pensar:
Quase toda a atual estrutura sócio-econômica do Brasil, foi construída no período listado acima!

O PT foi contra tudo e contra todos!
Hoje, rouba todos os avanços que os outros partidos promoveram, e posam como os únicos construtores de um país democrático e igualitário...

Já que o PT foi contra tudo e contra todos desde a sua fundação, fica uma pergunta para que os leitores respondam:
Em 8 anos de governo, quais as reformas que o PT promoveu no Brasil para mudar o que os seus antecessores deixaram?

De 2002 até 2010, só temos à lamentar a profusão de escândalos, corrupção, mensalão, propinas em todas as instâncias do poder...
O nosso "pai dos pobres", o Sr. Lula da Silva, sempre diz que nunca sabe de nada, e finge que não é com ele.

Oito (longos) anos de roubalheira, escândalos e "aparelhamento" da máquina administrativa governamental...
Nosso país, e nosso povo, não merece isso...

Junte seus parentes, amigos, colegas de trabalho, e faça-os ver a verdade; faça-os lutar (e exigir) um país melhor para todos nós!
Simbora???

Papa condena aborto e pede a bispos do Brasil que orientem politicamente fiéis

 

Bento XVI afirmou que católicos devem 'usar o próprio voto para a promoção do bem comum'

28 de outubro de 2010 | 8h 14
    estadão.com.br
    SÃO PAULO - Em reunião em Roma na manhã desta quinta-feira, 28, o papa Bento XVI conclamou um grupo de bispos brasileiros a orientar politicamente fiéis católicos. Sem citar especificamente as eleições de domingo, o papa reforçou a posição da Igreja a respeito do aborto e recomendou a defesa de símbolos religiosos em ambientes públicos. "Quando projetos políticos contemplam aberta ou veladamente a descriminalização do aborto, os pastores devem lembrar os cidadãos o direito de usar o próprio voto para a promoção do bem comum", disse.
    Ettore Ferrari/EFE - 27.10.2010
    Ettore Ferrari/EFE - 27.10.2010
    Papa pediu que bispos brasileiros orientem fiéis
    Falando a bispos do Maranhão, Bento XVI reconheceu que a participação de padres em polêmicas podem ser conturbadas. "Ao defender a vida, não devemos temer a oposição ou a impopularidade", continuou. O pontífice se posicionou também sobre o ensino religioso nas escolas públicas e, relembrando a história do País com forte presença católica e o monumento do Cristo Redentor, no Rio, orientou os sacerdotes que encampem a luta pelos símbolos religiosos. "A presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia de seu respeito", concluiu.
    Veja também:
    No discurso, o Papa também condenou a eutanásia, classificando a luta contra a prática como um pré-requisito para a "defesa dos direitos humanos políticos". "Seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural."
    Polêmica. O aborto e a questão religiosa se tornaram temas importantes na disputa entre os presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), com trocas de acusações de ambos os lados. A disseminação de e-mails dando conta de que, no passado, a candidata petista defendeu a descriminalização da prática é apontada como um dos motivos para o fato de ela não ter vencido já no primeiro turno.
    Setores da Igreja Católica, como a diocese de Guarulhos, chegaram a divulgar notas incitando os fiéis a não votar em candidatos que apoiem o aborto, e com críticas à candidatura Dilma. No último dia 17, a guerra santa acabou virando assunto de polícia depois que a PF atendeu liminar do TSE e apreendeu numa gráfica de São Paulo panfletos encomendados pela diocese, que caracterizaram propaganda eleitoral irregular. O PT acusa o PSDB pela impressão do material, uma vez que a proprietária da gráfica é irmã de um dos coordenadores da campanha de Serra.
    Os dois candidatos se declaram contra o aborto e dizem que não pretendem mexer na legislação em vigor sobre o tema no Brasil.
    Leia abaixo a íntegra do discurso de Bento XVI:
    "Amados Irmãos no Episcopado,

    Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo" (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Nos nossos encontros, pude ouvir, de viva voz, alguns dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

    Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à. união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

    Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

    Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, consequência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático - que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vita, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo" (ibidem, 82).

    Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sociopolítico de um modo unitário e coerente, é "necessária - como vos disse em Aparecida - uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"" (Discurso inaugurai da V conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

    Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. "Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambiguidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana" (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

    Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve "encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política" (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

    Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baia da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade

    Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Bênção Apostólica."

    Dilma ou Serra?

     
    Publicado por Norberto em 28/10/2010
    Dilma ou Serra?
    Dilma ou Serra? Independente do resultado neste domingo, as Escrituras afirmam que “nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus” (Romanos 13.1). Isto é questão de fé, logicamente. Uma confiança que afirma que em Deus “vivemos, nos movemos e existimos (Atos 17.28); uma certeza que sustenta a insignificante contabilidade divina dos fios de cabelos da cabeça, que não caem sem a permissão do Criador (Lucas 21.18).

    Desde aquele dia quando Deus criou os céus e a terra (Gênesis 1.1), há outro fio, invisível, de “ouro”, que segue pelos tempos e atravessa a história humana, e que, mesmo sem a maioria perceber, rege o mundo, governos e pessoas. E se o Rei dos reis foi o “santinho” em destaque nesta corrida presidencial, mesmo depois descartado junto aos restos de campanha, ainda continuará mexendo os pauzinhos. Aliás, isto a gente sempre faz – só lembra de Deus na hora que precisa e depois...

    Em todo o caso, governos, por melhores ou piores, deste ou daquele partido, são a mão de Deus, necessários para a ordem e sobrevivência. Pais, mães, patrões, chefes, professores, policiais, enfim, por melhores ou piores, qualquer função existe “porque as autoridades estão a serviço de Deus para o bem” das pessoas (Rm 13.4). O que seria deste planetinha azul sem o comando no lar, na empresa, na escola, no país? Especialmente através do poder público Deus protege e sustenta a família, a vida, a propriedade, a honra e a dignidade do povo, preservando a ordem e a disciplina. Não é por menos a recomendação: “Por isso você deve obedecer às autoridades, não somente por causa do castigo de Deus, mas também porque a sua consciência manda que você faça isso (Rm 13.5).

    Esta certeza – de que este Deus que amou o mundo de tal maneira e que tem o domínio total nas pequenas e grandes coisas – tranquiliza o coração daqueles que dão a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Uma certeza que também faz agir na oração “pelos reis e por todos os outros que têm autoridade, para que possamos viver uma vida calma e pacífica, com dedicação a Deus e respeito aos outros” (1 Timóteo 2.2).

    Marcos Schmidt
    pastor luterano
    marsch@terra.com.br
    Igreja Evangélica Luterana do Brasil
    Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS

    terça-feira, 26 de outubro de 2010

    Pesquisa GPP mostra empate técnico com Serra na frente

    Terça, 26 de Outubro de 2010

    O instituto GPP registrou no TRE uma pesquisa onde mostra que o candidato José Serra lidera a disputa com 52% dos votos válidos e Dilma com 48%. Os números são diferentes dos divulgados pela mídia nacional, o que provoca um reboliço.

    A pesquisa ouviu 4.047 pessoas entre os dias 22 e 24 de outubro no país inteiro, “registramos a pesquisa para mostrar para a população e dizer o seguinte: “não viaje, fique na sua cidade e vote. Porque se isso acontecer, o Serra será presidente do Brasil. A eleição vai ser apertada para qualquer um dos lados”, diz o candidato a vice-presidente Índio da Costa.

    Segundo ainda informação do Instituto GPP, o único que acertou os números no primeiro turno, estes números são de uma pesquisa de campo e não do tracking tucano, que faz pesquisa telefônica. De qualquer maneira, eles estão próximos do que tem constatado o tracking: uma vantagem para Serra, mas ainda em situação de empate técnico.

    O Instituto GPP goza de credibilidade e tem um histórico de acerto em pesquisas sobre intenção de votos, que realizou em outras disputas eleitorais, inclusive no primeiro turno das eleições presidenciais deste ano, quando acertou o resultado.

    A pesquisa foi registrada no TER sob o número 37.219/2010



    Por Tibério Canuto

    sexta-feira, 22 de outubro de 2010

    Você é Cristão assista estes vídeos com Ives Gandra no Jô Soare sobre o PNDH-3

    Ives Gandra, um dos mais conceituados juristas internacionais, comenta sobre apenas alguns tópicos do "3o Plano Nacional De Direitos Humanos" elaborado, a mando de Lula, por terroristas, sequestradores, assaltantes de banco e assassinos que hoje desfrutam de altos cargos no governo brasileiro, entre eles, Dilma Roussef, a candidata do PT à presidência.

    Em seus 51 anos de advocacia, dentre eles 49 de magistério, catedrático em Direito por 31 universidades no Brasil, autor de mais de 300 livros em Direito publicados em 19 países, Ives Gandra, ao ler o decreto, ficou impressionado com seu conteúdo.

    O jurista Ives Gandra é claro e objetivo: este decreto é o início de uma ditadura.

    SAIBAM: A REVISÃO DO DOCUMENTO ESTÁ SOB RESPONSABILIDADE DA CASA CIVIL, CHEFIADA POR DILMA TERRORISTA.



    Parte 2



    Entrevista BAND

    Lula deixa um rastro de ódio, pouco importa que seja o seu sucessor

     


    Pouco importa quem vença as eleições, Lula deixa ao sucessor uma herança política um tanto maldita. E isso se deve à sua atuação irresponsável no processo eleitoral. Assistimos a uma disputa em que um dos lados acha que tudo é lícito, menos perder. Daí o vale-tudo.
    Pensem um pouco: segundo as pesquisas, o PT pode estar até 12 pontos na frente nos votos totais. Se for assim, é uma vantagem é tanto — se acredito nisso, nas condições de hoje, é outra coisa, mas é fato que esses levantamentos balizam comportamentos etc. Ora, o PT deveria ser o principal agente de paz no confronto eleitoral. No entanto, Lula é o primeiro a se pintar para a guerra. E isso vem lá do primeiro turno.
    Meteu-se na campanha de cabeça. Quando percebeu que sua candidata estava mesmo correndo risco, passou a distribuir caneladas e cotoveladas e começou a gritar: “Jogo sujo! Jogo sujo!”, numa tática para tentar deslegitimar o adversário. A imprensa nada séria que o governo financia fez coro. A gritaria contaminou até a séria.
    O PT, assim, deixa claro que, caso Serra venha a se eleger presidente, sua vida não será fácil. As corporações de ofício, as guildas petistas que hoje vivem do que conseguem arrancar do estado, prometem criar o máximo de dificuldades. É o que o PT sempre faz na oposição: busca sabotar o governo de turno.
    Ocorre, e isso está bastante claro a esta altura, que um eventual governo Dilma também não será fácil. Lula vai deixando um rastro de rancor por onde passa, tanto o rancor que ele secreta como aquele que ele desperta com sua ação destrambelhada. Caso a petista se eleja, esse “malaise” acabará se voltando contra a “presidenta”, que não é famosa por seu jogo de cintura. Lula, o tutor, espera no entanto ser o Putin da Medvedev de calças. Ocorre que temos uma democracia mais avançada do que a Rússia.
    Lula é tão autocentrado que conseguiu emprestar certa aura de artificialidade a seu sucessor, qualquer que seja ele, do governo ou da oposição. É como se a sucessão não fosse o processo natural numa democracia. Quem quer que vença, haverá um lado se sentindo sabotado. E ele é o único responsável por isso. Confunde os 80% de aprovação que lhe conferem os institutos de pesquisa com endosso para o vale-tudo. E está errado. O Babalorixá de Banânia sempre fez aquele seu discursozinho vigarista contra “dona zelite”, o que ficava na esfera da cafonice retórica esquerdofrênica. Desta feita, no entanto, foi além: deixou claro que, se necessário, parte mesmo para o pau, para o confronto de rua, na premissa de que, numa eleição, qualquer coisa é legítima, menos perder. E isso pode ser tudo, menos democracia.
    Por Reinaldo Azevedo

    DILMA E PT DECLARA GUERRA À IGREJA


     O sítio petista "Onda vermelha: PT + 20 anos no poder" declarou guerra explícita à Igreja Católica. O título do artigo postado em 18 de outubro de 2010 é "A Igreja é contra o PT, vamos combatê-la". Ele faz louvores ao companheiro Hugo Chávez, que controla a Igreja na Venezuela e prossegue dizendo:
    O PT já está processando a Diocese de Guarulhos (SP) por conta da tentativa de interferir no processo eleitoral, mandando imprimir panfletos que denigrem nosso partido e nossa candidata. Não podemos permitir esse tipo de abuso, e faremos o combate de todas as maneiras possíveis. Precisamos continuar pressionando o comando do partido, dito moderado, para que continue defendendo os valores que historicamente são bandeiras do PT.
    A perseguição religiosa em Guarulhos lembra a dos primeiros cristãos pelo Império Romano. Uma milícia de petistas, por sua própria conta, resolveu intimidar e constranger o dono de uma gráfica pelo simples fato de ter aceitado imprimir o panfleto "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras", elaborado pela Comissão de Defesa da Vida do Regional Sul 1 e aprovado pela Comissão Regional Representativa do Conselho Episcopal Sul 1 da CNBB, com a assinatura de Dom Nelson Westrupp (presidente), Dom Benedito Beni dos Santos (vice-presidente) e Dom Airton José dos Santos (secretário geral). Os militantes abordaram o pobre homem, crivaram-no de perguntas, trataram-no como se fosse um criminoso apanhado em flagrante, pediram-lhe documentos e informações, num ato típico de constrangimento ilegal. A perseguição, que evoca a KGB soviética ou a Gestapo nazista, é exibida com orgulho por um vídeo produzido pela "TV PT":



    Os petistas tem razão de temer a publicação do "Apelo". Ele contém fatos (contra os quais não há argumentos) que comprovam o nexo indissolúvel entre o PT e a causa abortista, assim como a radical incompatibilidade entre esse partido e a causa pró-vida. Na impossibilidade de negar os fatos, resta apelar para a violência. Foi o que que eles fizeram. O panfleto é legítimo, de modo algum é apócrifo (traz a assinatura de três Bispos) e não pode ser classificado como "propaganda eleitoral". É uma advertência moral aos católicos, feita em um momento eleitoral. Os Bispos não têm culpa pelo fato de o PT estar tão intimamente ligado a um atentado direto à vida inocente. De qualquer forma, a Igreja não pode calar-se diante de quem quer que defenda o aborto, seja o PT, seja outro partido ou candidato. A legitimidade do panfleto e a ordem de prosseguir com sua distribuição é esclarecida e assegurada pelo Bispo de Lorena Dom Benedito Beni dos Santos:



    Eis a transcrição de sua belíssima fala:
    Sou Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo de Lorena. Estou gravando esta mensagem no dia 18 de outubro do presente ano.
    A Igreja no Brasil há décadas vem lutando em prol da defesa da família e do respeito a seus direitos. A mobilização contra a descriminalização e a legalização do aborto faz parte dessa luta.
    A questão do aborto tornou-se tema importante na campanha política em preparação para as eleições deste ano, primeiro e segundo turno.
    Além da CNBB nacional, Assembléia e Presidência, os Bispos do Estado de São Paulo chamaram a atenção sobre a importância do tema do aborto como parte da discussão em preparação para as eleições. Na Assembléia Ordinária do Episcopado Paulista, realizada entre os dias 29 e 30 de junho e 1º julho deste ano, aprovaram uma espécie de Dez Mandamentos para VOTAR BEM.
    O terceiro mandamento diz o seguinte:
    Veja se os candidatos e seus partidos estão comprometidos com o respeito pleno pela vida humana desde a concepção até a morte natural”.
    No dia 26 de agosto deste ano, a Comissão Episcopal Representativa do Conselho Episcopal Sul 1 da CNBB (Estado de São Paulo) emitiu uma nota em favor do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”, elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1. Eis o teor da nota:
    A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1”.
    Assinam a nota Dom Nelson Westrupp (presidente), Dom Benedito Beni dos Santos (vice-presidente), Dom Airton José dos Santos (secretário geral).
    O “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”, cuja difusão ampla é recomendada pelos Bispos, cita fatos concretos em que o governo brasileiro e o Partido dos Trabalhadores propõem a descriminalização e a legalização do aborto durante todos os nove meses da gravidez. Trata-se do substitutivo do PL 1135/91 apresentado pelo atual governo em 2005 e ainda tramitando no Congresso. O “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” termina deste modo: “RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, [...] deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.
    Portanto, o “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1, é um texto legítimo e não falso. Contém fatos e não boatos. É expressão legítima da cidadania democrática.
    Os Bispos do Estado de São Paulo, reunidos em Assembléia das Igrejas, neste 16 de outubro, fizeram um alerta com respeito a folhetos que estão sendo distribuídos sem a aprovação da legítima autoridade diocesana. Este não é o caso do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”, elaborado em vista do primeiro e do segundo turno das eleições. Na Diocese de Lorena estes folhetos continuam sendo distribuídos nas 31 paróquias. Não se trata de interesse partidário ou ideológico, mas da defesa da vida através de instrumentos legítimos da expressão da cidadania e, portanto, de participação na promoção do bem comum da nação. As pessoas que estão divulgando o documento fizeram apenas o que nós, Bispos, lhes pedimos.
    As informações do “APELO” são fatos amplamente documentados. Contra fatos, não há argumentos. Os fatos, pois, são a parte mais importante do “APELO”.
    A sua divulgação é legítima. Esses fatos devem chegar ao conhecimento do povo e devem continuar a ser divulgados o mais amplamente possível.
    Recomendo isso sobretudo à Diocese de Lorena, que presido.
    (fim da transcrição)

    EIS O PANFLETO QUE ATERRORIZOU O PT
    Reprodução

    Reprodução
     





    PORQUE ESSE FOLHETO NÃO CARACTERIZA PROPAGANDA ELEITORAL
    A Resolução 23191 do Tribunal Superior Eleitoral dispõe sobre a propaganda eleitoral e as condutas vedadas em campanha eleitoral. Segundo essa norma, a propaganda, qualquer que seja a sua forma ou modalidade, "mencionará sempre a legenda partidária" (art. 5º). Em se tratando de folhetos, eles devem ser editados "sob a responsabilidade do partido político, da coligação ou do candidato" (art. 13).
    Ora, os Bispos não são candidatos nem constituem um partido político. Seriam eles obrigados a guardar silêncio se algum Partido, abusando da pluralidade de opinião, defendesse a confinação de deficientes em campos de concentração, como ocorreu na era nazista? E serão eles obrigados a ficar mudos quando um Partido oficialmente defende a descriminalização do aborto como algo obrigatório a ser acatado pelos seus candidatos?
    A defesa da vida é uma questão moral, à qual os Bispos não se podem esquivar. Os católicos devem votar conscientes dos fatos amplamente expostos e documentados no "APELO". Daí a necessidade da "ampla difusão" desse folheto.
    Seria absurdo se a lei obrigasse os Bispos a divulgar tais afirmações apenas sob o patrocínio de um partido, coligação ou candidato. Aí sim, a Igreja se veria constrangida a ficar envolvida diretamente em campanha eleitoral, desnaturando o seu caráter de "católica", isto é, universal.
    Não constituindo propaganda eleitoral, o folheto é de distribuição livre. Não é anônimo (o que é proibido pela Constituição Federal em seu artigo 5º, inciso IV), mas traz a assinatura de três Bispos.
    "BEM-AVENTURADOS SOIS VÓS QUANDO VOS PERSEGUIREM..." (Mt 5,11)
    Ao resolver perseguir os Bispos e demais fiéis que distribuem o "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras", o PT acabou cometendo o mesmo erro que cometeu Jandhira Feghali nas eleições de 2006. Naquela época, a candidata comunista (PC do B) ao Senado já se imaginava eleita e planejando o que faria como senadora. Apavorada com a distribuição de um folheto que informava sua atuação pró-aborto, ela recorreu ao TRE-RJ e acusou a Arquidiocese do Rio de Janeiro. Ele obteve que fiscais, no dia 21/09/2006, cumprindo um mandado de busca e apreensão, invadissem a Mitra Diocesana, inclusive o gabinete do Cardeal Dom Eusébio Scheid, em busca dos supostos panfletos. Nada foi encontrado, uma vez que a Arquidiocese não era autora da publicação. No dia 25/09/2006, o Cardeal recebeu uma intimação para guardar silêncio sobre qualquer “referência político-ideológica”. Essa liminar foi cassada no mesmo dia pelo colegiado do TRE. No dia 1º/10/2006, contrariando o que previam as pesquisas, Jandira obteve apenas 37,54% dos votos válidos e perdeu para seu adversário Francisco Dornelles (PP/RJ), que ficou com 45,86% dos votos válidos.

     A perseguição sempre foi fonte de bênçãos para os cristãos. No presente momento, não se deve temer "os que matam o corpo, mas não podem matar a alma" (Mt 10,28). Quanto mais o PT perseguir a Igreja, mais contribuirá para o mérito dos cristãos. Ele estará assim forjando sua própria derrota.
    Convém que a perseguição ocorra - como já está ocorrendo - agora, ou seja, antes do dia 31 de outubro. Ela serve para dar ao povo uma pequena amostra do totalitarismo que se pretende instalar no país com a vitória de Dilma.
    Nossa principal arma, porém, continua sendo a oração confiante e perseverante.

    Dilma a Marxista Terrorista que quer virar Presidente do Brasil

    Texto traduzido automatico pelo Google do original em http://www.savethemales.ca/bulgarian_marxist_terrorist_ti.html

    26 de agosto de 2010


    Lula.jpg

    "Meu amigo, eles encontraram a fórmula. Dê às pessoas um telefone celular, TV a cabo, o" sentimento "que estão participando da economia e não vai sequer pensar em liberdade. Bilhões de peões, meio assim-chamado- classe da China, a "escalada" pobres do Brasil, não têm idéia do que o Bill of Rights, da Magna Carta foi. seu número, como uma horda bárbara, irá acabar com os pobres americanos, as últimas pessoas no mundo que têm algum tradição remanescente de liberdade e direitos individuais. Essas pessoas do Terceiro Mundo nouveau-riche vai queimar a constituição de uma nova TV, comprado em 12 parcelas com cartão de crédito. "



    SÃO PAULO, 26 de agosto (Reuters) - Candidato do partido governava o Brasil Dilma Rousseff saltou à frente de seu principal rival em seu reduto estado de origem, uma nova pesquisa de opinião divulgada nesta quinta-feira, quando ela apareceu foi para um mandato-boot definitivas vitória na eleição de 03 de outubro.

    Rousseff, da decisão de Lula Partido dos Trabalhadores teve 49 pontos na última pesquisa Datafolha, 20 pontos à frente de Serra. Isso se compara com a sua ligação 47-30 no levantamento Datafolha anterior, divulgado há cinco dias.

    De nossa Mesa São Paulo (Originalmente publicado 08 de abril de 2009, ATUALIZADO 26 de agosto de 2010, em subtítulo abaixo "Purgatório Brasil está prestes a começar")


    Caro Henrique,

    Depois de ver esse artigo com
    arquivo da polícia de Hitler, Veja que interessante este ficheiro policial é outra. Dilma Rousseff, o governo atual chefe de gabinete de Lula, uma posição ministerial, foi escolhido pelo Partido dos Trabalhadores para acompanhar a (agora milionário), ex-operário Lula à Presidência. Lula é um dos presidentes mais corruptos da história e é uma ferramenta para os marxistas.
    Dilma pai era um comunista búlgaro.

    No topo do arquivo: TERRORISTA / assaltante de bancos
    Em baixo:
    Profissão: Desconhecido
    Atividades:
    1967 - agente da Política do Movimento dos Trabalhadores
    06/10/68 - assalto do banco Banespa, Rua Iguatemi, 80.000 dólares
    12/10/68 - planejou o assassinato do [americano] capitão Charles Chandler [feito a sangue frio, em frente à sua casa, sua esposa e filho]
    11/12/68 - roubo de Gun Store Diana, Rua Seminario, 48 armas [roubo]
    ? / 04/69 - Comando de Libertação Nacional [de outra organização terrorista)
    24/01/69 - Roubo de Armas Quitaúna Custódia - FAU 63 fuzis, 3 metralhadoras INA, quatro munições.
    18/07/69 - Assalto à casa do governador Ademar de Barros, «[o dinheiro nunca foi recuperado]
    01/08/68 - Roubo do Banco Mercantil de São Paulo.
    ? / 09/69 - VAR Palmares [organização terrorista] Congresso em Teresópolis.
    20/09/69 - Roubo do Quartel da Força Pública Polícia em Barro Branco.

    Essas pessoas recebem subsídios substanciais para a vida, porque eles foram presos. A família de pessoas que eles mataram receber nada em tudo. Ela subiu ao topo dentro do governo porque ela é um comunista.

    Outra importante amigo de Lula e um diretor de Partido,
    José Dirceu, Também foi um terrorista e foi treinado em Cuba [um traidor do Brasil, na verdade]. Dirceu era o chefe do esquema de corrupção piores na história do Brasil e ainda está livre e trabalhando como um "consultor" do governo. (Eminência parda).

    Toda a máquina do governo tem sido posta em apoiar Dilma. Ela vai para cada inauguração de projetos e é exaltado por Lula.


    Este é o tipo de pessoas que estão sendo usados pela Nova Ordem Mundial para nos escravizar. Deixo um alerta, especialmente para os esquerdistas americanos que gostam de Chávez e Castro: Obama, de pal William Ayers, Não está muito longe desses caras. É isso que está na loja de os EUA?

    DO BRASIL PURGATÓRIO prestes a começar
    rousseff.jpg(Esquerda, Dilma, após a reforma)

    A triste verdade sobre as próximas eleições no Brasil é que não será decidida com base em princípios ou valores. Ninguém se importa se Dilma Roussef assassinado ou roubado. É apenas o populismo na forma mais cruel. Ela é senhora de Lula. Os pobres se beneficiaram um pouco do fim da inflação, e se esqueceram que esta situação foi herdada por Lula.

    O interessante é que o Partido dos Trabalhadores não é comunista nem o auxiliar de trabalhadores. IBGE, a principal instituição de estatística no Brasil, acaba de lançar a informação de que o analfabetismo no Brasil aumentou durante o reinado de Lula. O saneamento básico está no mesmo nível em que estava no momento de sua coroação. 50 mil brasileiros morrem mortes violentas, a maioria causados por armas e drogas contrabandeadas para o país pelos terroristas das Farc marxista, aliados de Lula. Quem se importa? Eu tenho um telefone celular e televisão. A próxima Copa do Mundo será no Rio de Janeiro.

    Por outro lado, o Federal Banco de Desenvolvimento (BNDES) recebeu este ano EUA $ 100 BI para emprestar às grandes corporações, a fim de "comprar" a sua boa vontade para com o governo durante a campanha eleitoral. Os capitalistas conseguir o dinheiro, para 3,5% a 7%, enquanto o governo paga 10% a 12% para os bancos. banco Itaú teve o maior lucro de um banco nas Américas, incluindo os de os EUA.

    Outros atos de generosidade do governo incluem a distribuição de licenças de TV e rádio para os capitalistas e os políticos, uma rede de TV para os dirigentes sindicais (que levam um dia de salário dos trabalhadores e não podem ser fiscalizadas - Lula proibi-lo) e os definição dos objectivos de investimento dos fundos de pensão das empresas estatais, na ordem de centenas de bilhões de dólares. Eles podem fazer ou quebrar você.
    rouseff.jpg
    (Esquerda, marxistas confraternizar)

    FASCISMO

    Esta é uma economia fascista, na sua mais pura definição. Mussolini estaria orgulhoso.

    É difícil para as pessoas comuns a entender como o comunismo mudou a partir de uma utopia social para este fascismo primas. A razão é que eles mantêm a aparência de idade por causas culturais, como o aborto livre, o casamento gay, o globalismo, o radicalismo ecológico, etc Assim como na China, eles irão lhe dizer como viver a sua vida privada. Censura ou "controle da mídia" está na agenda de Dilma, como se em pleno andamento na Argentina e Venezuela hoje. A privacidade fiscal dos adversários de Dilma foi quebrado sem consequências. Direitos fundamentais constitucionais não valem nada para o Partido dos Trabalhadores, e eles estão desafiando os direitos de propriedade. Um grupo de camponeses comunistas, todos financiados e conduzidos por agitadores profissionais, vão invadir fazendas, matar pessoas (como o fazem agora) ea questão será decidida por aclamação popular, da comuna.

    Estamos sendo preparados para serem peões do governo mundial.

    Prevejo tempos difíceis à frente para o Brasil. Dilma é incompetente e teimoso. dívida pública no Brasil quase triplicou e está prestes a explodir, devido a que as taxas de juro elevadas. O boom na exportação de minerais e agro-commodities que deu impulso a popularidade de Lula como pode acabar a qualquer momento, especialmente se uma crise pesada atinge o dólar. O nível de tributação no Brasil é um dos maiores do mundo, com 40,5% e da burocracia, com 85 diferentes impostos na última contagem, é astronômico. Eles não serão capazes de aumentar o imposto mais para apoiar a fazê-nadas empregados do governo e da corrupção.

    Quando as falhas do governo, as ajudas sociais que apoiaram a popularidade de Lula vai estar em risco. Sem as exportações crescendo, haverá menos postos de trabalho, e é possível que nós vemos tumultos e protestos. As coisas têm sempre sido muito fácil neste país, onde o alimento cresce até mesmo em uma rachadura na calçada. Talvez seja a hora para os brasileiros a vencer o sofrimento.

    PS: Dilma não é búlgaro, seu pai era. Ele fugiu de seu país, porque ele era um ativista comunista. Surpreendentemente (?), No Brasil ele era um capitalista e muito rico. Dilma teve uma vida muito burguesa, que vivem em uma casa grande e estudando em escolas privadas. É sempre bom fazer parte da elite comunista.

    quarta-feira, 20 de outubro de 2010

    Polícia Federal diz que jornalista pagou para violar sigilo de tucano

    Amaury Ribeiro Jr. pagou a despachante para obter dados, informou PF.
    Polícia afirma que 'não foi comprovada' utilização do material na campanha.

    Do G1, em Brasília e São Paulo *

    imprimir Investigação da Polícia Federal aponta que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. encomendou a quebra dos sigilos fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, da filha de José Serra, Verônica, do genro dele, Alexandre Bourgeois, e de outros tucanos entre setembro e outubro de 2009, apontam informações divulgadas pelo jornal "Folha de S.Paulo" e pela Agência Estado.

    De acordo com a PF, Ribeiro Jr. disse em depoimento que pagou pelas informações ao despachante Dirceu Rodrigues Garcia, que trabalha em São Paulo, mas não informou os valores. “Ele falou nos pagamentos, mas não revelou valores. Quem fala em valores é o Dirceu”, afirmou o delegado Moretti.

    Ribeiro Jr., então repórter do jornal "O Estado de Minas", decidiu fazer a investigação, segundo relatou a PF, depois de descobrir que o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estaria supostamente à frente de um grupo de espionagem a serviço do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a fim de obter informações comprometedoras sobre a vida do ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG).

    Em nota divulgada nesta tarde, Itagiba afirma que ele foi um dos que pediu investigação da PF sobre o suposto dossiê que estaria sendo realizado por pessoas ligadas à pré-campanha de Dilma. Na nota, o deputado nega ter feito qualquer espionagem.

    “Não sou araponga. Quando fui delegado, fazia investigação em inquérito aberto, não espionagem, para pôr na cadeia criminosos do calibre desses sujeitos que formam essa camarilha inscrustrada no PT”, afirmou Itagiba.

    No relato à PF, Ribeiro Jr. disse que saiu do jornal no final de 2009, mas deixou um relatório completo de toda a apuração, levando uma cópia consigo para futura publicação de um livro no seu computador pessoal.

    Na versão dele, segundo os delegados, uma área de inteligência do PT teria tomado conhecimento do conteúdo da investigação e o convidou para trabalhar na equipe da pré-campanha de Dilma.

    No ano passado, de acordo com a PF, a demanda de Ribeiro Jr. foi repassada pelo despachante Dirceu ao office-boy Ademir Cabral, que pediu ajuda do contador Antonio Carlos Atella.

    A PF informou que, de acordo com a investigação, Atella usou uma procuração falsa para violar os sigilos fiscais de Verônica Serra e seu marido, Alexandre Bourgeois, numa agência da Receita Federal em Santo André.

    Ainda de acordo com a PF, depois de deixar o jornal, Ribeiro Jr. participou de uma reunião em abril deste ano com integrantes da pré-campanha de Dilma.

    Durante as investigações, a PF interrogou 37 suspeitos e indiciou sete envolvidos por diferentes crimes, como violação de sigilo, falsificação de documento público, falsificação de selo e sinal público de tabelião, uso de documento falso, corrupção ativa e passiva.

    O relatório do caso tem 50 depoimentos e ainda pode ser ampliado, disse o delegado Moretti. As diligências da PF para apurar a quebra de sigilo foram realizadas em diferentes regiões do país, com maior concentração em Brasília, Minas Gerais e São Paulo.

    Nota
    Pouco antes da entrevista coletiva, a Polícia Federal divulgou no site do órgão na internet uma nota segundo a qual "a investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista".

    A nota acrescenta que "as provas colhidas apontam que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias" e que "os dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política". Leia a íntegra da nota.

    Grupo da pré-campanha
    Entre setembro e outubro de 2009, quando a PF aponta que Amaury Ribeiro Jr. encomendou os dados, o jornalista trabalhava no jornal "Estado de Minas".

    Em 2010, o jornalista participou de um grupo ligado à pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Em abril deste ano, enquanto fazia parte desse grupo, ele participou de uma reunião em que foi discutida a elaboração de um suposto dossiê contra tucanos.

    O G1 não conseguiu contato com Amaury nesta quarta-feira. Em junho, ele disse ao G1 que foi convidado para participar da reunião.

    Na ocasião, ele negou que o convite do jornalista Luiz Lanzetta, que comandava o setor de comunicação da pré-campanha, tenha sido para produzir o suposto dossiê. Disse que o objetivo era identificar a fonte de vazamentos de informações dentro de um dos QGs da pré-campanha.

    Em junho, Ribeiro Jr. também afirmara que possuía relatório de apuração sobre o processo de privatizações dos governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), e que esses dados foram furtados de seu computador enquanto estava hospedado em um flat de Brasília, hospedagem paga, segundo ele, pelo PT.

    Ele sugeriu que a subtração dos dados tenha sido consequência da disputa de poder na pré-campanha de Dilma entre as alas paulista e mineira do PT, esta encabeçada pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, que coordenava a pré-campanha.

    Procurações falsas
    No ano passado, segundo a investigação da PF, a encomenda de Ribeiro Jr. foi repassada pelo despachante Dirceu Rodrigues Garcia ao office-boy Ademir Cabral, que pediu ajuda do contador Antonio Carlos Atella. Este usou uma procuração falsa para violar os sigilos fiscais de Verônica e seu marido, Alexandre, numa agência da Receita Federal em Santo André (SP).

    Entre setembro e outubro de 2009, o jornal "Estado de Minas" teria custeado as viagens de Ribeiro Jr. a São Paulo para buscar os documentos.

    Ele disse à PF que decidiu fazer a investigação depois de descobrir que o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estaria comandando um grupo de espionagem a serviço do presidenciável José Serra (PSDB) para devassar a vida do ex-governador de Minas e senador eleito, Aécio Neves (PSDB), que à época disputava com Serra a indicação do PSDB à Presidência.

    Ribeiro Jr. afirmou que deixou o jornal no fim de 2009, mas deixou um relatório completo de toda a apuração, levando uma cópia consigo para futura publicação de um livro. Na sua versão à PF, que difere das afirmações feitas em junho deste ano ao G1, a inteligência do PT teria tomado conhecimento do conteúdo de sua investigação e o convidou para trabalhar na equipe de campanha de Dilma.

    Presente ao encontro, ocorrido num restaurante em Brasília, o delegado Onésimo de Souza afirmou à PF que foi chamado para cuidar da segurança do escritório do jornalista Luiz Lanzetta, responsável até então pela coordenação de comunicação da pré-campanha de Dilma. Lanzetta deixou a campanha em junho, após a revelação do caso.

    Amaury Ribeiro Jr. afirmou que durante o período em que ficou em Brasília, em abril deste ano, negociando com a equipe da pré-campanha de Dilma, a despesa do flat onde ficou hospedado foi paga por "uma pessoa do PT", ligada à candidatura governista.

    A PF já fechou praticamente todo o caso. Os pontos ainda em aberto são a origem dos R$ 12 mil usados no pagamento pelos dados fiscais e o suposto responsável no PT pela hospedagem do jornalista em Brasília.

    * Com informações da Agência Estado

    terça-feira, 19 de outubro de 2010

    Pastor Silas Malafaia responde ataques de Edir Macedo



    Parte 2

    Site petista-dilmista propõe luta contra a Igreja Católica, como Chávez fez na Venezuela

     Blogs e Colunistas
    19/10/2010
    às 15:22

    Site petista-dilmista propõe luta contra a Igreja Católica, como Chávez fez na Venezuela

    Um site petista-dilmista chamado “PT 20 anos no poder” está propondo uma mobilização contra a Igreja Católica. E dá a receita:
    “Precisamos salvar o Brasil do atraso, e fazer a defesa enfática de um Estado laico, que só será possível com a eleição de Dilma Rousseff. A Igreja é que deve se submeter ao Estado, e não o contrário. Este caminho já foi traçado pelo companheiro Hugo Chávez na Venezuela: depois de sofrer uma campanha sórdida como a que estamos sofrendo agora, decretou a laicidade do Estado, e agora é o governo venezuelano que controla sua própria Igreja.”
    O texto expõe a sua noção de liberdade religiosa:
    “Nós acreditamos na liberdade religiosa, desde que a fé não seja usado como instrumento de dominação da vontade do povo por parte do Vaticano, como vemos acontecer desde as Cruzadas. Pesquisem o histórico dos chamados sacerdotes que se opõem ao PT e tentam manipular a opinião pública contra nós.”
    Nem Dom Paulo Evaristo Arns escapa:
    “Está claro que D. Paulo já não tem mais a capacidade de liderar sua Igreja, e uma intervenção se mostra cada vez mais necessária.”
    Não adianta tirar a porcaria do ar. Já fiz um PDF.
    Por Reinaldo Azevedo

    Na TV, Pastores José Wellington Bezerra, Malafaia e viúva de Chico Mendes declaram apoio a Serra

     

    Publicado por: Tribuna do Sisal em 18th outubro 2010
    José Serra (PSDB) encaçapou duas bolas da vez – as causas ambiental e religiosa – ao incorporar à sua propaganda eleitoral depoimentos da viúva de Chico Mendes e dos pastores Silas Malafaia e José Wellington Bezerra da Costa.
    Pastor Silas Malafaia agora pede votos para Serra
    “Para ser presidente do Brasil, tem que ter liderança, tem que estar acima dos partidos, tem que conduzir a nação. E aí, querido, para isso, nós só temos uma pessoa: Serra 45″, disse Malafaia, representante da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
    Com programas espalhados por mais de um canal de TV, o líder religioso é crítico ferrenho de Dilma Rousseff (PT) e ex-aliado de Marina Silva (PV), terceira colocada na corrida presidencial e única evangélica entre os principais candidatos.
    Sobre a petista, ele já alfinetou que “quem é religioso não precisa fazer força para mostrar”. Em vídeo na internet, Dilma foi acusada de ser ambígua em questões de honra para Malafaia, como a condenação ao aborto e aos homossexuais – em outdoor, a foto dele aparece ladeada pela frase “a favor da preservação da vida e da espécie humana”; abaixo, “Deus fez macho e fêmea”.
    Já Marina contava com o apoio de Malafaia até, na opinião do religioso, “dissimular” suas ideias sobre a liberação do aborto e da maconha. A seis dias da eleição, ele aderiu à candidatura de Serra.
    Já o pastor Wellington Bezerra, presidente da Convenção Geral da Assembleia de Deus, diz que vê na “pessoa dele (Serra) a habilidade, a seriedade e um homem que é capaz de administrar bem a nossa nação”.
    Tucano esverdeado
    A propaganda tucana também não descuidou do espólio eleitoral de Marina, que arrematou quase 20 milhões de votos no dia 3 de outubro.
    Viúva de Chico Mendes, seringueiro e líder ambiental assassinado em 1988, Ilzamar Mendes pediu “aos amigos do Acre” que escolhessem Serra, o candidato que melhor “representa a causa ambiental”.
    Três dos cinco municípios em que Serra foi mais bem votado ficam justamente no Acre, Estado natal de Marina.
    “Gostaria de pedir aos meus amigos do Acre e ao povo do Brasil que votem em José Serra, porque ele é o candidato que representa a causa ambiental, a grande bandeira de luta de Chico Mendes”, afirmou Ilzamar.
    Informações Folha Online

    Padre faz campanha contra Dilma no interior de Goiás

     

    Publicada em 19/10/2010 às 10h49m
    Evandro Éboli, enviado especial O Globo
      O presidente do Pró-Vida de Anápolis, padre Luiz Carlos Lodi, durante entrevista ao GLOBO - Givaldo Barbosa/ O Globo 
    ANÁPOLIS (GO) - Numa pequena sala ao lado da catedral Bom Jesus, no centro de Anápolis (GO), o padre Luiz Carlos Lodi mantém seu bunker e suas ofensivas contra os defensores da descriminalização do aborto. Foi de lá, em 1998, que o religioso iniciou sua cruzada contra o então ministro da Saúde, José Serra, que assinou a norma técnica que permite, na rede do SUS, a realização do aborto em mulher vítima de estupro. O alvo de Lodi hoje é Dilma Rousseff que, segundo ele, é de um partido abortista, o PT.

    Na disputa entre os dois no segundo turno, o padre, que preside o movimento Provida de Anápolis, prega o voto útil. Faz uma espécie de apoio crítico ao tucano, considerado por ele um "mal menor". Lodi repete expressões e metáforas do bispo emérito de Anápolis, dom Manoel Pestana, e diz que Serra, nessa questão de aborto, é um "incêndio controlado" e Dilma, uma "catástrofe incontrolável".
    " A Dilma dizer agora que é a favor da vida e que nunca defendeu o aborto é alterar a verdade dos fatos "

    - Na falta do bom, a gente vota no menos mau - disse o padre Lodi.
    Contra Dilma, o religioso usa todas as mídias possíveis: panfleto, o pequeno jornal do Provida, a internet, telefonemas e até a homilia nas missas que celebra todos os dias.

    - Não posso me calar. O crime do aborto é o tipo de homicídio que mais ofende a Deus. Peço aos cristãos que rezem, dobrem os joelhos mesmo. A Dilma dizer agora que é a favor da vida e que nunca defendeu o aborto é alterar a verdade dos fatos.

    O padre Lodi tem 46 anos e ganhou notoriedade no final dos anos 90, na investida contra suposta tentativa de legalização do aborto. Ele organizou uma grande manifestação contra Serra, no terceiro aniversário da norma que permitiu o chamado "aborto legal", em 9 de novembro de 2001. Lodi chegou a compor um jingle contra a iniciativa do ministro. A letra diz que "médico não é carrasco e hospital não é matadouro". O refrão faz um apelo: "senhor ministro, revogue a norma técnica do aborto".
    Hoje, Lodi minimiza a participação de Serra na elaboração do texto e diz que o presidenciável tucano tem três atenuantes.

    - O Serra se viu obrigado a assinar o documento, que já estava na sua mesa; não é jurista; e, na sua trajetória, nunca foi um militante pró-aborto. Ainda assim lamento muitíssimo. Gostaria que ele se arrependesse - disse Lodi.
    " O Serra se viu obrigado a assinar o documento, que já estava na sua mesa. Gostaria que ele se arrependesse "

    Num dos boletins do Provida, o padre recomenda a opção por Serra e aconselha os fiéis de Anápolis, ao entrarem na cabine eleitoral no dia 31 de outubro, que rezem para não cair na tentação de anular o voto.
    "Na hora de pressionar as teclas, talvez seja preciso prender a respiração antes de digitar 45 (número de Serra). Mas o amor à Deus e à Pátria exige de nós esse sacrifício".
    O Provida de Lodi mantém um abrigo para acolher mulheres, de todas as faixas etárias, que engravidam de padrastos, homens que não assumem a responsabilidade e várias vítimas de violência sexual. O padre estimula as mulheres, mesmo as que sofreram estupro e até com 11 anos de idade, a terem o filho.
    - É um mito dizer que a mãe rejeita o filho resultante do estupro. Pelo contrário. Todas têm um apego extraordinário a eles. É o preferido da mãe.
    Sobre José Serra ter declarado ser a favor da união civil entre homossexuais, Lodi alerta o tucano.
    - Me deixou chateado. Ele vinha crescendo nas pesquisas. Espero que ele volte atrás até o dia 31.
    O religioso formou-se em Direito e faz doutorado. O tema de sua tese de dissertação é "A alma do embrião humano".

    segunda-feira, 18 de outubro de 2010

    Depoimentos de Silas Malafaia e José Wellington em propaganda eleitoral de José Serra

    18 / outubro / 2010 - 11:37


    Após Dilma Rousseff ter conseguido o apoio de pastores, como Manoel Ferreira, Samuel Câmaera e outros com depoimentos gravados em vídeos oficiais de sua propaganda eleitoral, José Serra conseguiu o depoimento de um renomado pastor, que já tinha declarado apoio ao candidato no primeiro turno: Silas Malafaia.
    Em seu depoimento, o líder do Ministério Vitória em Cristo afirma que “Para ser presidente do Brasil, tem que ter liderança. Tem que estar acima dos partidos, conduzir a nação e, para isso, só temos uma pessoa: Serra, 45. Para que o Brasil continue a avançar, Serra, 45″.
    Além de Malafaia, no vídeo da campanha também aparece o depoimento com o apoio do Pr. José Wellington, líder da Assembleia de Deus Belém e presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus.

    Dilma: Defende a "união civil entre homossexuais não é questão religiosa"

    13 de outubro de 2010 19h15 atualizado às 21h10
     

    Dilma Rousseff (PT) visitou o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), em Teresina (PI). Foto: Yala Sena/Especial para Terra Dilma Rousseff (PT) visitou o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), em Teresina (PI)
    Foto: Yala Sena/Especial para Terra


    Yala Sena
    Direto de Teresina
    A candidata à presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, afirmou que a união civil entre homossexuais não é questão relativa à religião. "O que é relativo à religião é o casamento entre homossexuais, união civil é uma questão de direitos civis", explicou.
    Questionada se ela era homossexual, Dilma disse que não iria responder. "Tenho uma filha e sou avó, pelo amor de Deus. Me desculpe. Não vou discutir neste nível", contestou irritada. As afirmações foram feitas na tarde desta quarta-feira (13) durante visita ao Centro Integrado de Reabilitação, que atende pessoas com deficiência física e motora, em Teresina, Piauí.
    Dilma condenou ainda o preconceito que, segundo ela, vem pautando a disputa eleitoral no segundo turno. "Estamos no século XXI e é inadmissível que se aceite como padrão uma campanha eleitoral em que a temática seja o preconceito".
    Dilma Rousseff reafirmou o compromisso firmando com evangélicos na manhã desta quarta-feira, em Brasília, de não enviar nenhuma legislação ao Congresso que altere a lei do aborto ou questões religiosas. "O compromisso que assumo, posto que o Brasil é um Estado laico, é de jamais enviar legislação ou sancionar lei ao direito das religiões", garantiu. A candidata enfatizou ainda que "o casamento entre homossexuais ou outra opção sexual é algo que ninguém pode interferir".
    Após a entrevista no Centro de Reabilitação, Dilma seguirá para o primeiro comício do segundo turno no Nordeste, realizado junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    sábado, 16 de outubro de 2010

    Enfim, Dilma divulga carta aos evangélicos

    Por Pr. Geremias do Couto

    Que Dilma você prefere: a que mudou o discurso ou a anterior?

    Desde cedo, ontem, circularam as notícias mais desencontradas. A príncípio, segundo alguns veículos da imprensa, DIlma retrocedera e não assinaria nenhuma carta para atender as revindicações dos líderes evangélicos, que se reuniram com ela no dia 13 de outubro. Prevalecia a tese dos linhas-duras do PT, que viam nisso retrocesso perigoso para a estratégia petista de médio e longo prazo. Mas como seria dificil explicar essa meia-volta diante da expectativa criada com a promessa de divulgação da carta, optou-se então por formalizá-la e, com isso, tentar dar um fim à discussão que a própria candidata trouxe para a campanha, quando começou a desdizer o que dissera antes como parte de sua crença e filosofia de vida. 

    Acabei de ler o documento. Quem esperava um tiro de canhão, ouviu um estampido de bomba de São João. A emenda saiu pior do que o soneto. Peço licença ao Reinaldo Azevedo para fazer um azul e vermelho com os pontos da açucarada carta. Aí vai:

    Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar ao próximo o que desejamos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais. Para não permitir que prevaleça a mentira como arma em busca de votos, em nome da verdade quero reafirmar:

    A introdução já começa com uma premissa errada. Quem rascunhou a carta esqueceu-se que o Mestre ensinou a amar o próximo com o mesmo padrão de amor que ele teve em favor da humanidade. Se nós mesmos nos constituirmos como medida, corremos o risco de dar com os burros n'água. Por outro lado, não é verdade que as últimas notícias envolvendo Dilma Rousseff sejam calúnias e boatos. Os fatos estão documentados e foram divulgados com provas cabais sem que houvesse qualquer articulação nesse sentido, como reação natural ao novo discurso que a candidata inaugurou na campanha para atrair o eleitorado cristão.

    1. Defendo a convivência entre as diferentes religiões e a liberdade religiosa, assegurada pela Constituição Federal.

    Não é isso que transparece no PNDH 3, forjado na Casa Civil comandada pela então ministra, que propõe entre outras aberrações estabelecer conselhos para a diversidade religiosa, como se fosse papel do Estado interferir nos cultos de qualquer crença.

    2. Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto.

    Esse é o calcanhar de aquiles de Dilma Rousseff. Contraria o que afirmou em entrevista à Folha, em 2007, quando considerou absurdo que o Brasil não tivesse ainda descriminado o aborto, o que reafirmou posteriormente, no ano de 2009, já na condição de pré-candidata, em entrevista a Marie Claire. O advérbio "pessoalmente" é uma forçação de barra e pressupõe que nem sempre o desejo pessoal pode sobrepor-se aos "interesses de estado". No caso, a descriminação do aborto. Mas que estado, o do PT? É fácil, agora, dizer que defende a manutenção da legislação atual sobre o assunto, quando, ao contrário disso, a Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres fez da pauta a sua prioridade durante o governo Lula, o PNDH 3 reforçou a mesma política e já há projetos de lei em andamento para cumprir a proposta. Isso não é nada mais do que dizer: "lavo as minhas mãos".

    3. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País.

    Vá lá que Dilma, se eleita, não tome qualquer iniciativa, como promete nesse item. É possível acreditar numa pessoa que anteontem dizia com convicção uma coisa e hoje, para atender conveniências eleitorais, diz outra? E se vier a não tomar nenhuma iniciativa, o que isso significará? Nada! O processo já esta em curso e o PT, ao lado de aliados de outros partidos, fará direitinho "o dever de casa" no Congresso Nacional.

    4. O PNDH 3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto  e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família.

    Não é verdade que o PNDH seja uma ampla carta de intenções. É, sim, um decreto assinado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, com pontos muito claros a serem implementados e determinando, inclusive, as áreas do governo responsáveis pela execução de cada um deles. Também não é verdade que está sendo revisto. A não ser que Dilma tenha esquecido de combinar com Paulo Vannuchi, ministro dos Direitos Humanos, que afirmou ficar tudo como está por ter o governo já feito as alterações necessárias. É por isso que Dilma de forma enviezada disse ser "pessoalmente" contra o aborto. Para não ficar contra o PNDH 3 já emendado, que diz: "Considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde". Saúde de quem? Da mãe ou do feto?

    5. Com relação ao PLC 122, caso aprovado no Senado, onde tramita atualmente, será sancionado em meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no país.

    Aqui o rascunhador da carta comete um ato falho. Admite já o futuro governo da candidata. É um risco calculado. Mas vamos ao ponto: da forma como o projeto de lei se encontra redigido, será muito difícil - senão impossível - para o presidente sancioná-lo sem que se estabeleça a mordaça a quem se expressar contra a homossexualidade. O PLC 122 não se submete ao princípio constitucional da igualdade ao estabelecer privilégios para uma minoria.

    6. Se Deus quiser e o povo brasileiro me der a oportunidade de presidir o País, pretendo editar leis e desenvolver programas que tenham a família como foco principal, a exemplo do Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e tantos outros que resgatam a cidadania e a dignidade humana.

    A que "deus" o rascunhador da carta se refere? À força superior a que Dilma se referiu em sua entrevista ao Datena? Ou àquele mencionado na entrevista à Folha? Veja você mesmo: "...Eu não acho que a gente pode achar que só existe o... aquele seu Deus, entende? Eu acho que você tem de ter, assim, uma abertura para contemplar todas as possibilidades (...) Eu me equilibro nessa questão: Será que há [Deus] , será que não há?" É ou não é hilário, para não dizer triste!

    O resto é com você.