quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Vejam o vídeo ao qual Dilma e PT pedem direito de resposta contra TV católica Canção Nova

07/10/2010 17h52 - Atualizado em 07/10/2010 17h53

Padre teria pedido em sermão ao vivo que fiéis não votem na candidata.
Emissora afirmou, em nota, que sermão não havia sido autorizado.

Veja o vídeo com o Padre José Augusto

Padre José Augusto da comunidade católica Canção Nova prega cotra Dilma e o Aborto from irmaosassembleianos on Vimeo.


Fábio Tito Do G1, em Brasília

A candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) e sua coligação entraram nesta quinta-feira (7) com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pedindo direito de resposta contra a emissora católica Canção Nova. O canal de televisão teria exibido na manhã de terça-feira (5), em transmissão ao vivo, o sermão de um padre que pedia aos fiéis que não votem em Dilma no segundo turno das eleições presidenciais.

A assessoria de imprensa da Canção Nova afirma que, ainda na terça-feira (5), uma nota oficial foi lida em rede nacional e publicada no site da emissora esclarecendo que o sermão transmitido durante a manhã não havia sido autorizado pela empresa mantenedora do canal. Na manhã seguinte, a nota teria sido relida em rede nacional. Ela também afirma que a empresa "não apóia, não subsidia e não possui vínculos com partidos e candidatos". O G1 procurou o padre por meio da assessoria da televisão e aguarda retorno.

"Não autorizamos o pronunciamento público do sacerdote Padre José Augusto Souza Moreira sobre o Partido dos Trabalhadores, bem como a opinião do mesmo representa tão somente seu pensamento, não sendo em hipótese alguma o pensamento da instituição", diz o texto. Ele foi assinado pelo presidente da Fundação João Paulo II, Wellington Silva Jardim.

Uma nota oficial assinada pelo Monsenhor Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova, também foi divulgada no site da emissora. "Peço, em nome da Canção Nova, perdão por qualquer excesso", diz.

A representação da candidata afirma que o padre teria emitido opiniões ofensivas a Dilma Rousseff e ao PT. “Dentre outras afirmações falsas e ofensivas, de cunho difamatório e calunioso, o referido padre afirma que o PT é a favor da interrupção de gestações indesejadas”, diz o texto. Por conta disso, Dilma e a coligação pedem ao TSE o tempo de 15 minutos como direito de resposta, a serem transmitidos no horário matutino, assim como foi a transmissão do referido sermão.

Segundo a assessoria do TSE, as acusações contestadas na representação são de que o país piorará se o PT e sua candidata ganharem as eleições, que o partido defende a prática de aborto, que a candidata e o PT pretendem aprovar leis que cerceiem as liberdades de imprensa e religiosa, que ambos pretendem aprovar a celebração de casamento entre homossexuais, e que eles têm a intenção de transformar a nação brasileira em nação comunista.

Em todas elas, conforme a representação, o religioso teria afirmado que poderia ser morto ou preso em virtude de suas afirmações, “em clara sugestão caluniosa de que o PT poderia praticar algum crime contra a sua integridade física”, diz o texto da representação de Dilma e sua coligação.

A distribuição automática apontou a ministra Nancy Andrighi como relatora do processo. Favorável ou desfavorável, a decisão ainda poderá sofrer recurso de qualquer uma das partes.

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